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Incertezas sobre preços do petróleo aumentam com tarifaço de Trump e decisão da Opep+ de elevar produção

Decisão da Opep+ de aumentar produção gera impacto no mercado global de petróleo. Expectativas de queda nos preços podem beneficiar a Petrobras, mas também ameaçam as receitas de exportação do Brasil.

Opep+ surpreende mercado com aumento na produção de petróleo

A Opep+ anunciou na quinta-feira (3) um aumento na produção de petróleo a partir de maio, com um acréscimo de 411 mil barris por dia, superando expectativas.

Esse anúncio ocorreu um dia após o “tarifaço” de Donald Trump, que preocupa analistas sobre a desaceleração da economia mundial e a redução da demanda por petróleo.

Na sexta (4), o petróleo tipo Brent fechou a US$ 64,95 por barril, queda de 6,44% em relação ao dia anterior e 10,73% na semana.

A queda dos preços pode permitir à Petrobras reduzir os valores do diesel e da gasolina, com o diesel já tendo um corte de R$ 0,17 por litro em abril.

No entanto, uma tendência de preços mais baixos pode diminuir as receitas do Brasil com exportações de petróleo, que em 2024 superaram os US$ 44,9 bilhões.

Daniel Osorio, da Hedgepoint, alerta que o aumento da produção da Opep pode dificultar a competitividade da Petrobras. A Opep, responsável por cerca de 40% da produção global, decidiu triplicar a oferta em relação a planos anteriores, o que impactou negativamente os preços.

O Goldman Sachs revisou sua estimativa de preço do petróleo para US$ 66 por barril até 2025, considerando as tarifas de Trump e a volatilidade no mercado.

Osorio enfatiza que a decisão pode ser influenciada por tensões internas na Opep, e ressalta que países devem buscar negociar com os Estados Unidos para mitigar os impactos das tarifas.

O Citi descreve a combinação das tarifas e da decisão da Opep como um “golpe duplo” para o setor, elevando os riscos globais e a demanda por petróleo.

Felipe Perez, da S&P, observa que, apesar das incertezas, as tarifas podem ser usadas como estratégia de negociação, especialmente entre os membros da Opep.

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