Bolsas de NY fecham em queda após Trump voltar a atacar Fed
Investidores reagem a críticas de Trump ao Fed e desencadeiam vendas em massa nos mercados. Com a queda acentuada do S&P 500 e um recorde histórico no preço do ouro, a incerteza sobre a política monetária americana cresce.
Wall Street enfrenta forte queda nesta segunda-feira, com Tesouro americano, ações e dólar em baixa, após Donald Trump criticar a política de juros do Federal Reserve (Fed).
O S&P 500 caiu 2,36%, o Dow Jones recuou 2,48% e a Nasdaq desvalorizou 2,55% em um dia de baixo volume. O índice que mede o dólar caiu para o menor nível em 15 meses.
Os títulos do Tesouro de 10 anos desvalorizaram, com taxas a 4,4%. Ativos de refúgio, como o ouro, subiram a US$ 3.400 a onça.
Três empresas planejavam emitir dívida; apenas a American Express prosseguiu. Trump alegou em sua plataforma que não há “praticamente” inflação e pediu “cortes preventivos” nos juros.
O diretor do Conselho Econômico Nacional mencionou que Trump pode demitir Powell, gerando incerteza sobre a independência do Fed. Especialistas alertam que tal medida resultaria em alta volatilidade nos mercados.
Paul Singer alertou sobre a possível perda do status do dólar como moeda de reserva. Juristas afirmam que um presidente não pode demitir facilmente o presidente do Fed, e Powell já se manifestou contra renúncias.
A guerra comercial de Trump pressiona os mercados, com ETFs de ações dos EUA apresentando baixo desempenho em comparação com ações estrangeiras. O SPDR S&P 500 ETF Trust caiu cerca de 15% desde o início do mandato de Trump.
O volume fraco de vendas foi motivado pelo feriado da Páscoa e pela continuidade da temporada de resultados corporativos.
O preço do petróleo WTI caiu mais de 2%, abaixo de US$ 64 o barril. Clientes chineses do Deutsche Bank estão reduzindo suas participações em Treasuries, optando por dívida europeia.