Argentina inicia fim do controle cambial e adota novo sistema para o dólar
Argentina inicia desmantelamento de restrições cambiais para atender ao FMI. Governos espera estabilizar o peso e alcançar crescimento econômico com novas metas fiscais.
Argentina inicia nova etapa econômica nesta segunda-feira, 14, com a eliminação das restrições para compra de dólares.
A medida faz parte do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para desbloquear um pacote de US$ 20 bilhões.
O dólar deverá oscilar entre 1.000 e 1.400 pesos. O anúncio foi feito para evitar volatilidade imediata nos mercados financeiros.
O ministro da Economia, Luis Caputo, minimizou preocupações sobre a nova fase, afirmando confiança na sustentabilidade do plano.
A previsão indica uma desvalorização inicial do peso argentino, impulsionando a entrada de divisas através da liquidação de exportações.
Estimativas sugerem que a moeda deve estabilizar gradualmente, apoiada por uma política de rigor fiscal e restrição monetária.
O governo pretende receber, no dia seguinte à abertura do câmbio, a primeira parcela do acordo com o FMI, no valor de US$ 12 bilhões.
Com aportes de outras instituições, a Argentina deverá alcançar US$ 23 bilhões em 2025.
A administração de Javier Milei almeja recuperar as reservas do Banco Central, atualmente negativas em US$ 5,6 bilhões, com a meta de terminar o ano com saldo positivo de US$ 4 bilhões.
Projeções de crescimento e inflação:
- Crescimento da economia em 5,5% em 2025
- Inflação anual entre 18% e 23%
- Superávit primário de 1,3% do PIB, com meta de 1,6%
- Meta de superávit de 2,5% do PIB até 2027
- Inflação reduzida para 7,5% ao ano até 2027
Compromissos do governo com o FMI incluem: